O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que as vendas do comércio varejista no Brasil ficaram estáveis em junho, na comparação com o mês anterior. O resultado interrompe uma sequência de altas moderadas observadas nos meses anteriores.
Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), o volume de vendas do varejo apresentou variação média de 0% em junho, dentro do esperado pelo mercado. Em maio, o setor havia registrado alta de 0,5%.
Das oito atividades pesquisadas, quatro tiveram alta, com destaque para supermercados e farmácias. Por outro lado, vestuário e móveis tiveram queda.
Para o segundo semestre, a expectativa de economistas é de que o varejo volte a crescer, impulsionado pela queda nos juros e pelo pagamento do 13º salário. No acumulado do primeiro semestre, as vendas do varejo acumulam alta de 1,2%.
O IBGE também revisou os dados de maio, de 0,3% para 0,5%, o que indica um consumo das famílias ainda resiliente.
Na comparação com junho do ano anterior, as vendas do varejo cresceram 2,0%, enquanto nos últimos 12 meses a alta acumulada é de 2,1%, de acordo com a PMC. O desempenho reflete um consumo cauteloso, mas ainda positivo no cenário macroeconômico atual.
No varejo ampliado — que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção — houve queda de 0,3% em junho ante maio, segundo o IBGE. O resultado sugere que o consumidor tem adiado compras de bens de maior valor.
Analistas do mercado financeiro projetam que o comércio varejista deve crescer entre 1,5% e 2,0% em 2024, favorecido pelo ciclo de cortes na Selic e pela manutenção do emprego formal. A confiança do consumidor, embora ainda volátil, tem mostrado sinais de recuperação gradual.
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