Uma tragédia no estádio de futebol Kanjuruhan, em Malang, na província de Java Oriental, Indonésia, deixou 33 crianças entre os mortos, em meio a pelo menos 135 vítimas fatais. O desastre ocorreu no dia 1º de outubro de 2022, após a partida entre Arema FC e Persebaya Surabaya, válida pelo campeonato nacional.
A confusão começou quando torcedores do time da casa invadiram o campo depois da derrota por 3–2. A polícia local respondeu disparando gás lacrimogêneo, o que provocou pânico geral e uma debandada em direção às saídas. A maioria das mortes foi causada por pisoteamento e asfixia.
Entre as vítimas fatais, 33 eram crianças e adolescentes, muitos com idades entre 12 e 17 anos. Famílias inteiras foram afetadas pela tragédia, que chocou o país e mobilizou autoridades. O governo indonésio, liderado pelo presidente Joko Widodo, determinou uma investigação aprofundada e anunciou medidas para endurecer a segurança em eventos esportivos.
A FIFA e a Confederação Asiática de Futebol manifestaram solidariedade às famílias. O governo ordenou a interdição de estádios com estruturas inadequadas e proibiu o uso de gás lacrimogêneo em partidas de futebol. O episódio entrou para a história como uma das maiores tragédias do esporte mundial, reacendendo o debate sobre a superlotação de arenas e a violência policial em estádios.
“É uma tragédia que jamais deveria ter acontecido. Vamos trabalhar para que nenhuma família passe por isso novamente”, declarou o presidente Joko Widodo em pronunciamento oficial.
O luto nacional foi decretado por três dias. O caso segue sob investigação e pode levar à responsabilização de autoridades locais e policiais envolvidos.