Economia

Resgates do Tesouro Direto superam vendas em R$ 447 milhões em janeiro

Em janeiro, os resgates no Tesouro Direto superaram as vendas em R$ 447 milhões, segundo dados do Tesouro Nacional. O movimento indica uma preferência dos investidores por liquidez em um cenário de juros ainda elevados.

De acordo com o balanço mensal, o volume de resgates atingiu R$ 14,2 bilhões, enquanto as vendas somaram R$ 13,8 bilhões, resultando em um resgate líquido de R$ 447 milhões. Os títulos indexados à Selic (LFT) e os prefixados (LTN) foram os mais resgatados, enquanto os papéis atrelados ao IPCA (NTN‑B) mantiveram captação líquida positiva.

Especialistas atribuem o movimento à necessidade de caixa por parte de investidores pessoas físicas e institucionais, além de uma realocação de carteiras diante das expectativas para a taxa básica de juros. “Com a Selic em 11,75% ao ano, muitos investidores optaram por realizar lucros em títulos prefixados e migrar para aplicações de curto prazo”, explicou um analista consultado pela reportagem.

O resultado interrompe uma sequência de meses com captação líquida positiva no Tesouro Direto. O último saldo negativo havia ocorrido em maio do ano passado, quando os resgates superaram as vendas em R$ 521 milhões. O prazo médio dos títulos emitidos caiu de 4,2 para 3,9 anos, reforçando a preferência por papéis mais curtos.

Apesar do resgate líquido no mês, o estoque total do Tesouro Direto continua crescendo. Em janeiro, o estoque alcançou R$ 125 bilhões, alta de 1,2% em relação ao mês anterior. O número de investidores ativos também subiu 1,5%, chegando a 2,3 milhões de contas, mostrando que a confiança no longo prazo ainda prevalece.

O Tesouro Nacional destacou que o Tesouro Direto continua sendo uma alternativa acessível e segura para o investidor brasileiro, com mais de 2 milhões de investidores ativos e uma plataforma cada vez mais digital.

Redação

Equipe do Revelando São Carlos

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