Política

Presidente da CPI do 8 de janeiro impõe restrições à imprensa

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os atos de 8 de janeiro anunciou novas regras para a cobertura jornalística dos trabalhos da comissão. As restrições incluem limites de acesso ao plenário e exigências de credenciamento prévio.

A decisão gerou reação de entidades de imprensa, que consideram as medidas um cerceamento à liberdade de imprensa. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manifestaram preocupação.

Entre as restrições impostas, está a proibição de circulação livre de repórteres e fotógrafos nas dependências da CPI, além da exigência de que as imagens sejam fornecidas pela própria comissão. A justificativa apresentada é a necessidade de organizar o fluxo de pessoas e garantir a segurança.

Parlamentares da oposição criticaram a medida, classificando-a como uma tentativa de controlar a informação. "A CPI não pode funcionar como uma caixa-preta. A transparência é essencial para a democracia", afirmou um dos membros da comissão.

Até o momento, a mesa diretora da CPI não se manifestou oficialmente sobre as críticas. A expectativa é que o assunto seja debatido na próxima reunião.

O caso reacende o debate sobre os limites entre a segurança institucional e o livre exercício do jornalismo no Congresso Nacional.