Saúde

Pará inicia nesta quinta-feira campanha de multivacinação

O governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), deu início nesta quinta-feira à Campanha de Multivacinação, que segue até o final do mês de abril. A ação tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 144 municípios paraenses estão mobilizadas para oferecer as vacinas do calendário básico do SUS.

A campanha integra o calendário nacional do Ministério da Saúde e busca reverter a queda nas coberturas vacinais observada nos últimos anos. A baixa adesão às vacinas preocupa as autoridades, pois doenças como sarampo e poliomielite, que estavam controladas, podem voltar a circular. A multivacinação é a principal estratégia para garantir que crianças e adolescentes completem o esquema vacinal.

A Sespa distribuiu os imunobiológicos para todas as regionais de saúde do estado e assegura que há estoque suficiente para atender a demanda. As prefeituras municipais também estão engajadas na organização dos postos de vacinação e na divulgação da campanha junto à população.

Público-alvo

Podem se vacinar crianças e adolescentes com idade entre 0 e 14 anos, 11 meses e 29 dias. A orientação é que os pais ou responsáveis levem a caderneta de vacinação para que a equipe de saúde avalie quais vacinas estão pendentes. Mesmo que a criança esteja com o calendário em dia, é importante comparecer para verificar se há alguma dose programada para a idade.

Vacinas disponíveis

Serão oferecidas todas as vacinas do calendário básico de vacinação do SUS, incluindo:

  • BCG
  • Hepatite B
  • Pentavalente (DTP/Hib/Hep. B)
  • VIP (poliomielite injetável)
  • VOP (poliomielite oral)
  • Pneumocócica 10 valente
  • Meningocócica C conjugada
  • Febre amarela
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola)
  • DTP (tríplice bacteriana)
  • HPV
  • dT (difteria e tétano adulto)
  • Varicela

Todos os imunizantes são seguros, eficazes e aplicados por profissionais treinados. Eles seguem as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e são oferecidos gratuitamente.

Onde se vacinar

As vacinas estarão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de cada município, de segunda a sexta-feira, nos horários de funcionamento habitual. Algumas cidades também montarão postos volantes em escolas, praças e centros comunitários para ampliar o acesso. A recomendação é que os pais procurem a unidade mais próxima e, se possível, evitem horários de pico.

Documentos necessários

Para vacinar, é obrigatório apresentar a caderneta de vacinação da criança ou adolescente. Também é recomendável levar um documento de identificação com foto ou certidão de nascimento. A caderneta será analisada pelo profissional de saúde, que identificará as vacinas em atraso e aplicará as doses necessárias.

Orientações importantes

Antes de ir ao posto de vacinação, os pais devem separar a caderneta de vacinação e verificar quais vacinas estão em atraso. É recomendável que a criança esteja alimentada e com roupas confortáveis, de preferência com mangas curtas ou fáceis de arregaçar. Caso a criança esteja com febre ou sintomas graves, é melhor adiar a vacinação e consultar um médico.

No momento da vacinação, os profissionais de saúde explicarão sobre as vacinas que serão aplicadas e possíveis reações. Os pais podem tirar dúvidas sobre o calendário vacinal. Após a aplicação, é comum recomendar que a criança permaneça em observação por 15 a 20 minutos no local.

Importância da atualização da caderneta

Manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para evitar surtos de doenças. Doenças como poliomielite e rubéola estão erradicadas no Brasil graças à vacinação em massa, mas a queda na cobertura vacinal nos últimos anos acendeu um alerta nas autoridades de saúde. A campanha de multivacinação é uma oportunidade de resgatar os não vacinados e proteger a população.

Dia D da mobilização

A campanha contará com um Dia D de mobilização, previsto para ocorrer em um sábado, com horário estendido nas UBS e postos volantes. A data exata será definida por cada município, mas a expectativa é que seja no final de abril. O Dia D tem como objetivo facilitar o acesso das famílias que não podem comparecer durante a semana.

Perguntas frequentes

1. Crianças com sintomas leves podem se vacinar?
Sim, desde que não estejam com febre alta. O profissional de saúde avaliará cada caso. É importante informar sobre qualquer condição de saúde no momento da vacinação.

2. É necessário agendar a vacinação?
Não. Basta ir a uma unidade de saúde levando a caderneta. Recomenda-se chegar cedo para evitar filas.

3. Posso vacinar meu filho em outra cidade?
Sim, as vacinas estão disponíveis em todo o Brasil. Basta procurar uma UBS em qualquer município.

4. A vacinação é obrigatória?
A vacinação é recomendada e essencial para a proteção individual e coletiva. Embora não seja obrigatória por lei federal, muitas escolas exigem a caderneta atualizada no ato da matrícula.

5. Quais reações podem ocorrer?
As vacinas podem causar reações leves, como febre baixa, dor no local da aplicação ou irritabilidade. Essas reações são normais e passageiras. Em caso de sintomas persistentes, procure um médico.

6. Grávidas podem se vacinar na campanha?
A campanha é focada em crianças e adolescentes. Gestantes devem seguir o calendário de vacinação da adulto e as recomendações do pré-natal.

A Campanha de Multivacinação é uma oportunidade crucial para proteger as crianças e adolescentes contra doenças evitáveis. A Sespa reforça o apelo para que os pais compareçam às unidades de saúde e garantam a imunização. A vacinação é um direito e um dever de todos.

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