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Lula quer Otan, UE e EUA trabalhando pela paz na Ucrânia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, em entrevista a agências internacionais, um maior engajamento da OTAN, da União Europeia e dos Estados Unidos nas negociações de paz para a Ucrânia. Para Lula, o conflito já se arrasta por tempo demais e a comunidade internacional precisa agir de forma coordenada para buscar um cessar-fogo duradouro.

“Não é possível que a gente continue vendo mortes todos os dias sem que haja um esforço real das grandes potências para parar essa guerra”, afirmou o presidente. Ele destacou que o Brasil sempre esteve disposto a colaborar com mediações e propostas de diálogo entre as partes.

Apelo à comunidade internacional

Lula enfatizou que a OTAN, a UE e os EUA têm papel fundamental na construção da paz, não apenas pelo poder militar e econômico que possuem, mas também pela influência política que exercem sobre os atores envolvidos. O presidente sugeriu a criação de uma mesa de negociação multilateral que inclua os países em desenvolvimento como observadores ativos.

“O Brasil não quer tomar partido, quer tomar partido da paz. Precisamos sentar à mesa e conversar. A guerra não interessa a ninguém, a não ser aos que lucram com ela”, declarou Lula.

Reações

As declarações foram recebidas com cautela por analistas internacionais. Enquanto alguns veem com bons olhos a proposta de mediação brasileira, outros avaliam que o momento exige ações mais concretas por parte das potências ocidentais, que já impõem sanções à Rússia e fornecem ajuda militar à Ucrânia.

Apesar das divergências, Lula reiterou que o Brasil continuará dialogando com todos os lados envolvidos e mantém a disposição de sediar encontros diplomáticos, como já fez em outras ocasiões.

Posição histórica do Brasil

O Brasil tem uma tradição de política externa pacífica e de defesa da solução negociada de conflitos. Desde o início da guerra na Ucrânia, o governo Lula tem buscado uma posição de neutralidade ativa, o que gerou críticas tanto de aliados ocidentais quanto de setores da oposição interna.

Para o presidente, no entanto, a neutralidade é a única forma de construir pontes entre os beligerantes. “Não adianta escolher um lado e depois querer ser mediador. O mediador precisa ser ouvido por todos”, argumentou.

As declarações de Lula ocorrem em meio a uma intensa agenda diplomática internacional, com visitas de chanceleres e participação em fóruns multilaterais. O Brasil já sinalizou estar pronto para sediar uma rodada de conversas se houver interesse das partes envolvidas.