O governo do estado do Rio de Janeiro, em parceria com a prefeitura da capital, protocolou nesta quarta-feira (14) um pedido formal junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) solicitando o aumento expressivo do número de voos no Aeroporto Internacional do Galeão – Antonio Carlos Jobim. A iniciativa conjunta busca reverter o declínio na movimentação do terminal nos últimos anos e reestabelecer sua posição como principal porta de entrada para o turismo e negócios na região.
Situação atual do Galeão
O Aeroporto Internacional do Galeão já foi o principal aeroporto do Brasil em movimentação internacional, mas perdeu espaço para terminais em São Paulo e para o Aeroporto Santos Dumont, no próprio Rio. A pandemia de Covid-19 agravou ainda mais a situação, com a redução drástica de voos e a consequente ociosidade da infraestrutura. Atualmente, o Galeão opera com capacidade muito abaixo do seu potencial, o que gera prejuízos econômicos e desemprego no setor.
Dados da Anac mostram que o número de passageiros no Galeão caiu mais de 60% desde 2015, enquanto outros aeroportos registraram crescimento. A situação é crítica e exige medidas urgentes para reverter a tendência.
Detalhes do pedido
No documento, o governador e o prefeito solicitam que a Anac priorize a distribuição de slots e ofereça incentivos regulatórios para que as companhias aéreas voltem a investir no Galeão. Entre as medidas propostas estão a redução de tarifas aeroportuárias, a melhoria da infraestrutura e a criação de um grupo de trabalho para monitorar a evolução do movimento.
As autoridades também pedem que a agência considere a realocação de voos do Santos Dumont para o Galeão, especialmente rotas de longo curso e internacionais, de forma a otimizar o uso dos dois aeroportos da região metropolitana.
Repercussão e expectativas
O setor hoteleiro e de turismo recebeu a notícia com entusiasmo. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) do Rio de Janeiro afirmou que a medida é fundamental para a retomada econômica do estado. "O Galeão é a porta de entrada para o turista internacional. Aumentar os voos significa mais emprego e renda para toda a cadeia produtiva", disse o presidente da entidade.
Empresas aéreas também sinalizaram interesse em ampliar as operações, desde que haja condições favoráveis. A expectativa é que, com as medidas certas, o Galeão possa recuperar parte do movimento perdido nos próximos anos.
Impacto econômico e turístico
O turismo é um dos principais motores da economia fluminense, e a conectividade aérea é essencial para atrair visitantes nacionais e internacionais. A ampliação dos voos no Galeão pode gerar milhares de empregos diretos e indiretos, além de movimentar setores como comércio, serviços e hotelaria. A prefeitura estima que cada novo voo internacional pode injetar milhões de reais na economia local.
Além disso, o aumento da malha aérea pode facilitar a logística de cargas, beneficiando empresas que dependem do transporte aéreo para exportar produtos. O aeroporto conta com uma estrutura de terminais de carga que pode ser melhor aproveitada.
Próximos passos
A Anac deve analisar o pedido nas próximas semanas. O governo estadual já anunciou que está disposto a oferecer incentivos fiscais para as companhias que criarem novas rotas a partir do Galeão. Além disso, a prefeitura do Rio estuda melhorias no acesso ao aeroporto, incluindo a ampliação do transporte público e a requalificação das vias.
A decisão da Anac é aguardada com expectativa por diversos setores da economia fluminense. O governo federal também foi comunicado e acompanha o processo. Caso aprovado, o aumento de voos pode começar a ser implementado ainda neste ano.
Historicamente, o Galeão sempre foi um símbolo da aviação civil brasileira. Inaugurado nos anos 1950, o aeroporto passou por diversas reformas e foi palco de momentos importantes do país. A revitalização do terminal é vista como uma prioridade estratégica para o desenvolvimento do Rio de Janeiro.