Política

Em resposta a Roselei, Prefeitura diz que 582 alunos têm alguma necessidade especial

As informações estão nas respostas da Prefeitura de São Carlos ao requerimento 407/2022 protocolado pelo presidente da Câmara Municipal

A Rede Municipal de Educação tem 582 alunos com alguma necessidade especial. Essa demanda está distribuída em 52 escolas municipais, entre Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEI) e Escola Municipal de Educação Básica (EMEB). As EMEBs Dalila Galli, no Jockey Club, e Angelina Dagnone de Melo, no Santa Felícia, atendem, individualmente, o número de alunos na educação especial, 72 e 64, respectivamente.

As informações estão nas respostas da Prefeitura de São Carlos ao requerimento 407/2022 protocolado pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Roselei Françoso (MDB). “O atendimento aos alunos de educação especial está precário neste início de ano letivo, tornando dramática a vida de centenas de famílias”, frisou o parlamentar. De acordo com o documento, a Rede Municipal possui 47 professores efetivos e aguarda a contratação de outros 17.

Para Roselei, a reclamação por parte dos pais de alunos e de profissionais da Educação é cada vez maior. “A situação é grave e justamente por isso a sociedade e algumas instituições se organizaram para cobrar providências urgentes da Prefeitura”, explicou o presidente da Câmara.

Roselei lamentou que a situação tenha chegado a este ponto. “As aulas começaram no dia 7 de fevereiro, a Prefeitura efetivou 3 professores de Educação Especial e 2 intérpretes de Libras recentemente”, contou. Somente no dia 23 de fevereiro foram atribuídas as aulas para a contratação de temporários. De acordo com a Secretaria de Gestão de Pessoas, um processo seletivo deverá ser aberto nos próximos dias para a contratação de professores temporários.

Ainda de acordo com as respostas ao requerimento, atualmente existem 4 professores afastados por motivos de doença ou licença maternidade. Dos 582 alunos que necessitam de professores de educação especial, 23 conseguiram por meio de liminar na Justiça.

Reação – Um grupo de 40 mães, pais e responsáveis organizou um abaixo-assinado com o intuito, segundo o grupo, de cobrar providências da Prefeitura. Até a manhã desta sexta (4), 701 pessoas já tinham assinado o documento (https://peticaopublica.com.br/?pi=BR123062). Na sessão ordinária da Câmara do dia 22 de fevereiro, diversos vereadores relataram o drama de famílias que necessitam deste atendimento.

Uma reunião entre a Defensoria Pública e a Câmara de Vereadores foi agendada para a próxima quarta (9). “Além da Câmara, as pessoas procuram a Defensoria e o Ministério Público. Vamos unir esforços para contribuir com a Prefeitura na solução definitiva deste problema”, salientou Roselei.
“Precisamos pensar o tema de forma ampla e construir uma política pública abrangente, que atende a demanda na rede formal de educação e também junto às conveniadas, cuja situação também dramática”, ressaltou o presidente da Câmara.
A Secretaria de Educação informou que as respostas ao requerimento se baseiam em dados de 2021, uma vez que o censo deste ano ainda está em fase de levantamento.

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